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Escrito por Administrador   
Qua, 15 de Março de 2006 18:52

Existiu uma época em que não era necessário NOTAM. Era só subir e saltar! Mas hoje o espaço aéreo não é mais o "nosso quintal" e é necessário informar, através do NOTAM - Notices to Airmen, a nossa intenção de saltar.

Com NOTAM ou sem NOTAM, em uma área de tráfego mais intenso, o "Controlador de Vôo" é o nosso maior aliado, coordenando e economizando nossas preciosas horas de vôo e alongando o dia para que possamos fazer mais uma decolagem. Lá nos anos 60 e 70, um desses caras era o Sturm, ou, para alguns, o Storm - imagine por que. O sujeito ia muito além, e até saltos por instrumentos (IFR) aconteceram no Bacacheri, o Casimiro que conte. Dar aquela esticadinha e "fazer mais um" no começo da noite era muito comum. E depois desse, como ninguém é de ferro, o Controlador encerrava o trabalho na Torre de Controle e vinha para a cantina do Aeroclube "tirar a poeira cósmica do gogó".

O Sturm gentilmente nos enviou uma matéria a seu respeito, publicada por Bruna de Oliveira Quadros no site INEMA, em 2004, e autorizou-nos publicá-la no O Albatroz.

Paixão pela aviação - Leonhard Sturm

Aos 67 anos de idade, Leonhard Sturm, de Piçarras (SC), conta com entusiasmo seu envolvimento com a aviação. Controlador de vôo da FAB, Força Aérea Brasileira, ele divide algumas das emoções vividas na profissão.

Em 1956, Leonhard serviu na Escola de Aeronáutica dos Afonsos, como soldado. Foi para a cidade paulista de Guaratinguetá, e lá dois anos mais tarde, formou-se controlador de vôo. A partir daí, serviu no QG-3, hoje 3º Comar e também trabalhava cooperando no SALVAERO, no Rio de Janeiro.

É vasta a experiência na área a qual se dedicou por tanto tempo.Atualmente, Leonhard recorda as emoções vividas como controlador de vôo, em um simulador, fazendo o papel de piloto e ajudante, pois quem se dedica à este trabalho da aviação acaba por se apaixonar.

A influência para ingressar na aviação não partiu de amigos, ou familiares. Ao entrar para a escola dos Afonsos, que serviu de base para a sua formação, encontrou o modelo de aeronave DC-3 C-47, este o enamorou. Tanto que já viajou nele e o ensinaram a voar, após se fez autodidata e voa com ele simulado.

Leonhard já freqüentou muitos eventos envolvendo aviação. Em Bacacheri, no Paraná, foi escalado pelo comando para ficar no controle do Tráfego Aéreo, pois a festividade envolvia aviões de todo o Brasil e ele coordenava com prazer sendo controlador de vôo. Para ele, todos os eventos segmentados em aviação são especiais.

Se não fosse controlador de vôos, talvez Leonhard seria piloto, profissão que também lhe atrai. "Todos os momentos vividos na aviação são marcantes, quando aparece um fato "anormal", e conseguimos ajudar, a tarefa se realiza com êxito de missão cumprida", comenta ele.

Para quem se encanta pela profissão e almeja segui-la, Leonhard comenta que deve-se gostar muito do que faz e ter muita calma. "A aviação para mim foi uma profissão e uma paixão, sendo assim até hoje", finaliza.

Tanto a aviação civil, quanto militar proporcionaram momentos marcantes durante a carreira. Foi na aviação Militar que Leonhard aprendeu a profissão e adquiriu conhecimentos em Aeronáutica. Com a aviação Civil, foi possível aprender a pilotar as aeronaves sem ser pilotos. Em ambas conheceu muitas pessoas e ampliou o círculo de amizades.

Equipe INEMA

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