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Escrito por Jorge Derviche Filho   
Qua, 20 de Julho de 2005 21:42

CAMPEONATO PARANAENSE DE V-4 / TROFÉU DEJANIR PEDRO RIBAS

No meio de todo esta polemica levantada ao redor das HDV (horas de vôo) fornecidas pela FAB ao pára-quedismo civil, muita gente contra e igual número a favor, eis que a FEPARArquivo do Jota recebe suas costumeiras 10 horas anuais, sim tudo isto, 10 horas por todo o ano de 2.005, o que diferente da larga maioria das outras Federações brasileiras, nos permitem a realizar um único evento com aeronave militar durante todo um ano. Nossa dificuldade esta na posição geográfica do Paraná em relação as bases do ETA´s (Esquadrão de Transporte Aéreo), estamos eqüidistantes do 1/15 Esquadrão Onça de Campo Grande, 4º ETA em São Paulo e 5º ETA Pégassus em Canoas – RS; esta aparente vantagem vira grande desvantagem quando são computadas as horas de translado.

Mas uma missão da FAB não deve ser vulgarizada, deve sim ser valorizada e utilizada para o aperfeiçoamento técnico dos pára-quedistas regionais. Talvez, pela escassez destas missões aqui no Paraná, nós as valorizemos tanto e tanto elas tem nos beneficiado, dentro dos tópicos que achamos necessários. Para nós, seria inconcebível o uso destas valiosas dádivas da FAB em lançamentos sem critério técnico definido e muito menos na formação e lançamento de neófitos do esporte. Procuramos estabelecer limites técnicos que compatibilizem o valor intrínseco destas horas às limitações de lançamento da aeronave com o aprimoramento ideal do atleta participante.

Ao invés de nos causar desanimo e preocupação esta situação de poucas HDV provenientes da FAB para FEPAR, ao contrário nos estimula a realizar mais, muito mais, este evento apoiado pela FAB foi o 5º (quinto) organizado pela FEPAR ao longo dos primeiros seis meses de 2.005, em todos os 4 outros, o apoio foi através de aeronaves civis, esta é a visão que temos em relação as polemicas HDV´s.

Como as horas que nos foram dispostas proveriam de aeronave C-95, Bandeirantes do Esquadrão Pégassus, 5º ETA localizado em Canoas, decidimos pela aérea mais próxima possível dentro do Estado, Aeroporto Municipal de Paranaguá. Que mesmo assim consumiu 2,5 horas de vôo entre a ida e a volta ao destino. Mas com o intenso apoio da Prefeitura, na pessoa do próprio Prefeito e seus auxiliares além do esforço do clube local, Azul do Mar, e o profissionalismo da tripulação que nos atendeu, a atividade se fez possível e com um imenso sucesso.

A área de Paranaguá não tem restrições, trata-se de um aeroporto com pista de 1.400 metros asfaltada, completamente cercada e a nível do mar, oferecendo pouso seguro e sereno em toda sua dimensão, porém, afora dos muros delimitantes, inexistem alternativas seguras e por esta razão, visando também o benefício àqueles que mais desembolsam pelo pára-quedismo, limitamos a participação a atletas portadores de categoria C ou superior, já unidos em equipes de 4 competidores. Esta decisão causou algum desagrado, mas foi muito bem entendida pela maioria de nossos filiados que se submeteram a exigência.

Mas como aproveitar tecnicamente saltos a partir de uma aeronave que lança em alta velocidade, 85 nós, e por norma da FAB não permite ninguém “agarrado” fora da porta e exige que todos lacem-se ou de mergulho ou de frente para hélice, jamais expondo as costas ao sair? Difícil não é? Bem, desde há algum tempo, aqui no Paraná desenvolvemos campeonatos de V-4 quando temos a oportunidade de eventos como este e temos sido particularmente bem sucedidos. Aproveitando que este evento antecederia em pouco menos de 30 dias as tentativas para o recorde brasileiro e que a muitos atletas paranaenses lá estariam, a competição de V-4 tornou-se um verdadeiro treinamento para este pessoal. Após três rodadas, lideradas de ponta a ponta pelo mesmo clube, a classificação máxima decidida a favor do Albatroz, clube decano do pára-quedismo paranaense e certamente o de maior importância no sul do país, por ser o que mais conquistou e vem conquistando ininterruptamente troféus ao longo de sua história iniciada há 37 anos atrás. Mantendo-se a filosofia de aproveitamento técnico máximo, começamos a realizar formações maiores nas decolagens que sobraram. Ai a FEPAR contou com o grande apoio e experiência do atual Diretor Técnico da CBPq, o Sr. Fernando Cunha, que como organizador, montou belos saltos de até 16 pqd´s (limite técnico da aertonave) e aproveitou para conhecer os prováveis futuros recordistas brasileiros do Paraná.

Do campeonato em si o que podemos dizer é que a princípio foi uma grande homenagem a um antigo pára-quedista muito querido aqui pelo sul, o Dejanir Pedro Ribas- Manaus, morto tragicamente, vítima da violência urbana que assola nosso país. Foi criado o “Troféu Dejanir Pedro Ribas” para premiar os vencedores do torneio e embora ultimamente o Manaus estivesse atuando por outra escola (Skull) foi no Albatroz que brilhou por muito tempo, é provável que a mão dele tenha ajudado aquele clube vencer a disputa de forma tão brilhante apesar de ser o time com a maior média de idade entre todos os participantes.

O salto de 12.000 pés, completamente livre e com a intento de mais rapidamente formar uma estrela é um dos mais gratificantes estilos de nosso esporte, junta velocidade a precisão de vôo, algo arrebatador de emoções, desenvolve no atleta os principais fundamentes para as formações de trabalho relativo, ou seja chegar rápido, precisa e suavemente a uma base, que por sua vez deve estar alinhada, ser firme e resistente a eventuais esforços maiores. Sem dúvida afina os recursos e desenvolve mentalmente os movimentos necessários para obter-se sucesso. Foi o que certamente conseguimos neste maravilho evento em Paranaguá.

O relatório integral deste evento esta no site da FEPAR www.fepar.org.br

A seguir o quadro de resultados

Equipes

1ª Rodada

2ª Rodada

3ª Rodada

Total

ALBATROZ
Jorge Derviche Filho
Gerold Huber
André de Paula
Osnildo Bartel Junior

15:00

16:39

13:89

44:13

Campeões

VERTICAL SPEED
Joenil Damásio
Erlon Pereira
Alexandre Maximiano
Juliano Tramontina 

20:12

19:12

18:67

57:91

Vices

PECOS
Claussius Sgarbi
Fábio Portugal
Carlos José BETO Simon
Nicolas Pereira

23:50

18:00

19:00

60:50

SKULL
Rogério D. Gomes Santos
Marines S. Gomes Santos
Emerson Plaeir da Cruz
Peter Ney Sozzi

23:80

25:00

35:00

83:80

AZUL DO MAR
Paulo Fernando G. Braga Jr
Walmir Coradin
Décio Marcelino
José Carlos Bom

35:00

35:00

35:00

105:00

PATO LOCO I
Adrione Pasa
Marcos Macagnan
Nilson Aver Junior
René Rusky

35:00

35:00

35:00

105:00

PATO LOCO II
Amarildo Pasa
Marcelo Fiel
Giovani Zanon
Joney Almeida

35:00

35:00

35:00

105:00

GO JUMP
Marcelo Wendt
Miguel Moraes
Jesmael Moraes
Jean Carlo Boscato

35:00

35:00

35:00

105:00

Números do evento

Inscritos

36

Participantes

36

Saltos

221

Decolagens (Saídas)

18

Reservas

00

UF Participantes

PR, DF, MT & BA.

Média de Saltos por Participante

06

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