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O Albatroz Imprimir E-mail
Escrito por Administrador   
Sex, 19 de Novembro de 2004 21:51

Hoje eu transcrevi aqui no site dois poemas muito bonitos. O primeiro, O Albatroz, do poeta francês Charles Pierre Baudelaire (1821-1867), e o outro, Ser Pára-quedista, do nosso contemporâneo Jorge José Góes da Silva, poeta e Pára-quedista nº 62110. Eu encontrei algumas referências sobre este nome no site da Brigada; acho que Jorge José é o Maj. PQDT Góes. Espero que um dia possamos conhecê-lo. Sendo Jorge José um militar, o seu "Ser Pára-quedista" naturalmente refer-se também ao pára-quedismo como um meio, mas sente-se na emoção dos seus versos a paixão do pára-quedista pelo salto em sí, como um fim. Vale a pena lêr estes dois poemas. 

O Albatroz

Charles Baudelaire
Tradução de Guilherme de Almeida

Às vezes, por prazer, os homens de equipagem
Pegam um albatoz, enorme ave marinha,
Que segue, companheiro indolente de viagem,
O navio que sobre os abismos caminha.

Mal o põem no convés por sobre as pranchas rasas,
Esse senhor do azul, sem jeito e envergonhado,
Deixa doridamente as grandes e alvas asas
Como remos cair e arrastar-se a seu lado.

Que sem graça é o viajor alado sem seu nimbo!
Ave tão bela, como está cômica e feia!
Um o irrita chegando ao seu bico em cachimbo,
Outro põe-se a imitar o enfermo que coxeia!

O poeta é semelhante ao príncipe da altura
Que busca a tempestade e ri da flecha no ar;
Exilado no chão, em meio à corja impura,
As asas de gigante impedem-no de andar.

 

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