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Escrito por Administrador   
Qua, 27 de Outubro de 2004 15:22
Excelente espaço concedido ao Albatroz no jornal Gazeta do Povo de 30 de maio de 1979, muito bem aproveitado pelo Solon e o Joê, informando de forma muito eficiente sobre as atividades do Clube e sobre a intenção de realizar o Campeonato Brasileiro em Curitiba naquele ano.

1979 - Arquivo do Casimiro

Saltar de avião também é um esporte.

Arquivo do Casimiro O que faria você se, de um momento para outro, viesse a despencar de um avião voando a dois mil metros de altura? Difícil de responder, não? Provavelmente não fizesse nada, apenas aproveitaria a os últimos segundos de sua vida para admirar a paisagem, que de cima se torna algo extraordinário. No entanto, centenas de pessoas despencam de aeronaves em todos o mundo. São os pára-quedistas, humanos, lúcidos, perfeitamente ajustados mentalmente, que ao contrário do muita gente pensa não querem morrer e simplesmente encaram o "salto" como um "hobby" extremamente saudável.

Em Curitiba, a equipe "Albatroz" pratica o pára-quedismo em todos os fins de semana. Os adeptos verdadeiros são poucos, pois o "hobby" é relativamente caro, embora exista muitos pára-quedistas na cidade. Cada salto custa entre 200 e 300 cruzeiros, dependendo do tempo em que o avião ficar no ar. Mas segundo os adeptos a emoção compensa o dinheiro gasto e "caída" funciona como uma "lavagem" física e mental dos conturbados dias de trabalho. José Alfredo Stratmamm, o "Faixa", por exemplo, diz que é única coisa que faz além de trabalhar. "É minha diversão há 10 anos" - frisa, considerando difícil definir "as sensações do vôo livre".

Vôo livre é aquele espaço de tempo em que o pára-quedista cai sem qualquer proteção ou apoio, antes de acionar o mecanismo que determina a abertura do pára-queda. Isto acontece somente a 750 metros de altura. Num "salto" de dois mil metros - geralmente observados o pára-quedistas voa livremente cerca de 1250 metros. Durante todo esse tempo ele fica cuidando o seu altímetro - aparelho que mede altura, - que contém uma faixa vermelha que indica a hora de abrir o equipamento. É praticamente "impossível" um pára-queda não abrir, mas se isso acontecer, o paraquedista ainda dispõe de um outro reserva no peito, de fácil manejo.

Para tornar-se um pára-quedista muito fácil e rápido. Segundo Joê Flávio Araújo, da Federação Paranaense de Paraquedismo, basta que o candidato tenha mais de 16 anos, boa saúde e se disponha a fazer o curso correspondente. Qualquer pessoa, de ambos os sexos, pode se habilitar junto a equipe Albatroz, levando consigo três fotos 3x4, exame de eletro e encefalograma, um atestado clínico geral, e pagando a taxa de nove mil cruzeiros, que pode ser parcelada em três vezes, com acréscimo de mil cruzeiros. Na verdade, o curso é gratuito e a taxa cobrada é apenas uma colaboração a título de manutenção.

O curso se divide em duas fase, a primeira constando de treinamento teórico-prático e a segunda de "saltos" propriamente ditos.As aulas são ministradas em cinco fins-de-semana (sábados e domingos, em tempo integral das 8 horas às 18 horas) e o candidato tem garantidos cinco saltos gratuitos, semi-automáticos: "automático" porque o pára-queda abre-se por si e "semi" porque fica preso por uma fita à própria aeronave. Nesse caso não há "salto livre", abrindo-se o equipamento tão logo o aluno despenca do avião. Afirma Joê que segurança é fundamental para quem dedica-se ao "hobby", daí todas as precauções tomadas anteriormente.

Assim, durante os "saltos enganchados" o aluno vai se exercitando e inclusive assimilando-se com o "vôo livre", ao acionar mecanismos falsos para a abertura do pára-queda. Somente quando ele mostra-se absolutamente preparado para "responder por sua vida" é que os instrutores autorizam a descida sem fitas, com equipamentos não semi-automáticos. Geralmente isto acontece depois dos primeiros 10 "saltos" enganchados. Terminado o curso, o novo paraquedista decide ou não se associar ao Aeroclube de Curitiba e fazer parte como atleta de equipe "Albatroz", pagando jóia e mensalidades correspondentes, bem como os seus "saltos".

CURSO E CAMPEONATO

A equipe "Albatroz" quer reforçar o seu quadro feminino e está preparando um curso que iniciar-se-á no dia dois de junho. "Excepcionalmente" - dia Joê - serão aceitos alguns homens, para completar o número de vagas, estipuladas em dez. Atualmente, só conta com quatro elementos do sexo feminino e com a proximidade do Campeonato Brasileiro, que provavelmente será realizado aqui em Curitiba, os dirigentes querem preparar mais algumas mulheres, para poderem fazer frente às melhores do país, na categoria.

Sobre essa competição, o presidente da Federação Paranaense de Páraquedismo, tenente Solon Rodrigues dos Santos está empenhando todos os esforços, para realmente trazê-la para cá. Ele solicitou auxílio para a Secretaria de Esportes e Cultura e, a pedido desta, encaminhou dados sobre a viabilidade de realizar ou não o campeonato aqui. O tenente Solon acredita que não haverá problema para a concessão do auxílio, visto que será uma competição diferente, que todos gostariam de assistir.

A Federação também necessita de alojamento e transporte local para os 80 participantes da competição e isso foi solicitado ao Conselho Regional de Desportos, que prometeu para os próximos dias uma resposta definitiva. O presidente acrescenta que também os trofeus seriam ofetados pelo CRD. Sobre as chances da equipe paranaense no campeonato - o tenente Solon diz que "com treinamento adequado elas são grandes e poderemos fazer um bonito papel, inclusive levantando as provas de precisão individual e em grupo". A entidade pretende realizar uma eliminatória, no mês de setembro em Guarapuava, para escolher os 12 elementos melhores, para posterior treinamento.

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