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Qua, 18 de Novembro de 2009 04:09

Volney

Matéria publicada no jornal "Notícias do Dia" - Grande Florianópolis, de segunda-feira, 07 de setembro de 2009.

ALINE REBEQUI
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Como já dizia Mário Quintana (1906-1994), "o tempo é uma invenção da morte", e quando se vê já se passaram seis horas, já é sexta-feira, lá se foram 60 anos, e a terceira idade bate à porta. Para muitos é o anúncio de que o tempo acabou, não se pode e não se consegue fazer mais nada, mas para outros, nada mais é do que a marca de largada para recomeçar.

Provando que o ser humano pode deve ir longe, em Florianópolis, muitos "velhinhos" conseguiram descartar os conceitos de estar idoso e ignorar o preconceito. Por fora, continuam com os cabelos brancos, no entanto por dentro, a alma é adolescente com força e resistência implacáveis.

O médico Luis Schirmer, por exemplo, aos 72 anos tem um cotidiano inusitado. Todos os finais de semana ele embarca em um avião e salta há quatro mil metros do solo. Voando sobre o mar que envolve a Capital, rodopia, faz caretas, filma, tira fotos, brinca, grita e vive a sensação de abraçar o mundo. Tudo, porque para ele a idade representa apenas números e não faz a menor diferença na hora de decidir o que fazer no tempo livre proporcionado pela aposentadoria. "Lá em cima somos somente eu e o mundo, uma sensação maravilhosa de liberdade, que poderia durar para sempre", explica o paraquedista.

Luis também não aceitou cruzar os braços apenas porque a carteira de trabalho apontava para o fim das atividades. Abriu uma clínica e trabalha nela quatro meses por ano, somente no verão, na praia de Canasvieiras, Norte da Ilha. "Nesse período trabalho 12 horas ao dia, e no restante dos oito meses do ano passo saltando por aí", diz.

O amor pelo paraquedismo, esporte no qual a pessoa salta de uma aeronave com uso de paraquedas, surgiu na adolescência aos 17 anos, quando entrou na tropa paraquedista do Exército Brasileiro. Com o tempo, o trabalho se transformou em lazer e Luis marcou a história do país com o título de 1º campeão de paraquedismo do Brasil, premio conquistado em 1964. Hoje é o mais idoso em atividade. "Sou prova viva de que o esporte é seguro, afinal, nunca sofri nenhum acidente e mais ainda, de que podemos fazer tudo o que quisermos em qualquer fase da vida", enfatiza.

"Lá em cima somos somente eu e o céu, uma sensação maravilhosa de liberdade."
Luis Schirmer, paraquedista.

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