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Schirmer 73 anos Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sex, 05 de Junho de 2009 22:58

Schirmer 73 anos O Gabriel Postól, Piloto Lançador da Vertical Speed Pára-quedismo, em um comentário aqui no site lembrou Oscar Wilde:

"Viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe."

Comentários

avatar gerson ricardo
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quando eu vi o video e as fotos do albatros não pude conter as lagrimas de emoção pois lembrei da minha infancia quando meu tios paco e maria tereza bertomeu me levavan para o clube para eu ver os saltos deles e dos amigos e assim vivi , lembro dos amigos do clube mas não lembro o nome de todos e sei que poucos lembrão de mim aquele menino que as veses tava rodeando o tio paco mas lembro do baixinho valter, de um grandão de bigode acho que é marcos e de outros . um dia quero ser um albatros e saltar com o pessoal e com meu tio . parabens a todos integrantes do albatros vocês são o maximo parabens ....... parabens tio pois vc sempre foi a inspiração de um dia eu me tornar um paraquedista parabens albatros.parabens a todos
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avatar gerson ricardo
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tio quero um dia saltar com vc e com os amigos este é meu sonho e sei que vou viver para realizar abraço
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avatar PACO BERTOMEU
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SCHIRMER, me sentí imensamente honrado de ler tua jornada pois, observei que diriges a mim tua narrativa, que na realidade é um élo na história do nosso (de todos) paraquedismo. Tua odisséia te qualifica com nota A+ para tudo que alcançastes e engrandece não só o paraquedismo mas o sentido da vida em si. Fiz um breve paralelo com minha vida (espero não te aborrecer) e podemos dizer que tive um começo 'inverso'.
Crescí, brevemente, em berço de prata (não chegava a ser ouro...) Meus pais vieram da Europa, com apenas uma mala de roupas usadas e sem dinheiro algum, depois da II Guerra, em 1949. A primeira noite, esperando o agente da imigracão que não veio, dormiram na praça Mauá onde desembarcaram. Um policial (um anjo?) os interpelou, no meio da noite, dizendo não ser permitido pernoitar num banco de praça (minha mãe grávida de mim) e os levou a um hotel, pagou o quarto e deixou engatilhado para serem atendidos pela imigração no dia seguinte (nunca mais viram esse policial e na delegacia informaram que não sabiam nada dele) Nascí em Santo Antonio (Duque de Caxias, vila da FNM, primeiro emprego do meu pai) e ainda éramos muito pobres. Em 1953, meu velho (era um genio) com apenas 26 anos, bateu nas portas da GE visto que em Paris ele fez curso de refrigeração. Se apresentou como 'engenheiro' e depois de uns 2 anos na GE, foi recomendado a um grupo de elite de Joinville que procuravam um engenheiro para instalar a primeira fábrica de refrigeração da América Latina e lá fomos nós para Joinville onde meu pai implementou toda a linha de produção da Consul, com a primeira geladeira doméstica e a primeira comercial seu desenho.
Então éramos de classe 'média alta' e com destaque na sociedade joinvillense. Mas o meu querido velho, o 'espanhol' como era conhecido, se envolveu com quase todas as damas de joiiville, inclusive a mulher do prefeito, sócio majoritário da Consul, e teve que 'partir' de Joiville, em 1959, deixando minha mãe com 3 filhos, morando num quarto de pensão, saindo da mansão que habitávamos. Eu tinha apenas 9 anos e aos 11 comecei a trabalhar - até hoje -
Aos 14 fomos morar em Curitiba. Aos 16 eu vi um anúncio do Núcleo conclamando voluntários. Me apresentei (tinha tamanho para passar por 17) e quando viram minha idade me enxotaram dali dizendo para voltar no ano seguinte e assim o fiz. Então, em 1967 desembarquei no Rio como 'conscrito' e fui locado na 8ª companhia do Regimento. Quando entrei no Regimento eu lí as mesmas palavras "QUERER É PODER" (e também "Uma tropa de homens de coragem e determinação") e tive que repetir isso constantemente à mim mesmo, pois entre tanta diversidade racial - 'polacos' do sul, mulatos, negros, nisseis, indios, caboclos, enfim toda essa mescla que faz do brasileiro um povo tão bonito - eu era, incrivelmente, o único 'cabelo-de-fogo ' de todo o regimento (éramos +ou- 3000 então) e isso me fez o alvo predileto daqueles sargentos que 'pegam no pé' - alias, todos os sargentos, que são responsáveis pela transformação que passamos de meninos à homens e que nos faz aptos não só para o serviço militar mas por toda a vida. Me orgulho em afirmar que passei por todas essas agrúras e provas e me brevetei Pqd, e até hoje tenho boas memórias de Marambaia, Xerém, e tantas outras manobras que fizemos. Na cerimonia de brevetação eu fiquei embasbacado com o salto do então capitão Prado (certamente te lembrarás dele) que ali achei era o melhor paraquedista do mundo. Vi tenentes e capitães, majores tambem, saltando no Campo dos Afonsos - acho que eram eram "Os Meteoros" - e quem sabe estavas entre eles?
De volta a Curitiba, sofrí um acidente - caí de um edifício, do 2° andar, ao receber um choque de alta tensão e me estatelei na Marechal Floriano, de cara num tampão de ferro de bueiro. Isso me atrasou entrar no Albatroz, mas finalmente fiquei em condiçoes, fui até o ACP e encontrei o Niquelson, me inscrevi e assim começou minha fase do paraquedismo civil.
Era o segundo curso do Depto. Albatroz, junto com o Jurandir, a Rose, o Walter, Cezar, Sergio (que eu o levei, estudávamos juntos e éramos marumbinistas), o Carlos Lourenço, Cilon, Mizukawa (primeiro fotógrafo oficial do Albatroz), o Frank 'Kamudo'... Eu era muito 'pobre, pobre, pobre, de marré...' e foi um sacrifício da familia toda para pagar o curso. Aliás, sem mágoas nem ressentimentos, foi essa minha condição de 'joão ninguém' que, em pouco tempo, me fez alvo daqueles (sem citar nomes, claro) que achavam que o Albatroz deveria se 'limpar daqueles sem expressão social' e atrair mais 'gente de qualidade' - foram praticamente estas mesmas palavras, eufêmicas, que ouví.
Em Ponta Grossa eu 'refundei' o Cruzeiro do Sul e em 1973 fui o único da equipe paranaense, classificado no Campeonato Brasileiro em Rezende, quando fiquei em 10° lugar - só contaram ate 10 - e fui o único a ter pontos no TR. Também fundei o Santos Dumont, de Castro e em 1974 o Cruzeiro do Sul convocou uma reunião para fundação da FEPAR - só para registro histórico: eu criei o nome FEPAR e o logo -
Estávamos lá, em Ponta Grossa, o Cruzeiro do Sul, o Santos Dumont, o Albatroz (com Edson e Walter) e o Pinheiros (Buso). Quase que 'descarrilharam ' a fundação da FEPAR, quando o Edson anunciou que não aceitava essa reunião e estava ali só para anunciar que o Albatroz ia criar a Federação numa próxima reunião em Curitiba. Mas entrou em cena o Buso, dando apoio e legitimidade à reunião, ao postar seu voto na criação da FEPAR (necessitávamos de 3 votos). E assim entrou em existência a terceira federação do Brasil, mas me alijaram totalmente e nunca participei em qualquer gestão da FEPAR - continuava o mesmo pobre, sem 'expressão social'... Mas hoje me orgulho de ver como a FEPAR se manteve e, nas mãos do Jota se tornou a federação mais ativa e bem organizada do Brasil.
Meus últimos 3 saltos foram em Holister, Califórnia - saltos de 60 segundos cada - em 1993.

Schirmer, (ou Schiavon) se falei demais e só me dar o toque e me contenho da próxima vez.

UM GRANDE E SINCERO ABRAÇO A TODOS, COM MUITAS SAUDADES !
PACO
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avatar Luiz Schirmer
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Paco, ser pára-quedista, militar ou civil é uma experiencia maravilhosament e gratificante. Ninguem melhor que eu para dizer. Filho de família pobre do interior de Minas Gerais, fui para o Rio de Janeiro com 10 anos . Comi o pão que o diabo amassou. Aos 17 anos eu era semi analfabeto e entregava compras de um armazem cujo dono era um Portugues que dizia estar me ajudando . Não me pagava salário algum e ficava com a metade da gorjeta que eu ganhava. Belo dia vi um caminhão do exército parar junto a uma das grandes palmeiras existentes da rua Paisandu, no flamengo e encostar nela uma pequena escada. Parei para observar,pensando que ele iria cortar a palmeira. Lógico que o soldado não fez isso.
Apenas afixou nela um cartaz que mostrava um soldado saltando de paraquedas e umas frazes escritas. Não consegui ler, fiquei curioso. Por sorte passava um amigo e pedi que ele lesse para mim.
SÊ PÁRAQUEDISTA E ORGULHA-TE DE TI MESMO.
DOS CÉUS TEU HORIZONTE É MAIOR E TUA PÁTRIA É MAIS TUA.
TROPA DE VOLUNTÁRIOS.
APRESENTA-TE NO PR-20 EM DEODORO- VILA MILITAR
DE 30 DE NOVEMBRO A 10 DE JANEIRO
Falei com o soldado. Pensei que se conseguisse entrar minha vida estaria resolvida, teria roupa ( Farda ) casa ( Alojamento ) e comida e incrível, ainda receberia um soldo.
Apresentei-me , consegui , fui matriculado compulsoriament e na Escola Regimental Rosa da Fonseca, na Vila Militar, onde após a lida diária fui aprender a ler e concluí o curso primário. Fui promovido a Cabo,Fiz o Artigo 99 e concluí o ginásio, promovido a 3° Sgt, Fui o primeiro Campeão Brasileiro de Paraquedismo em 1964, realizei no exército mais de 1000 saltos Fui um dos sgts mais especializados do exército, Mestre de saltos, Comando, Dompsa, Especialista, Forças Especiais etc. Aos 26 anos fui o Sub tenente mais jóvem do exército.Continuei os estudos, Estudei medicina fiz concurso e entrei para a Escola de Saúde do Exército, 1° Tenente Médico ,3 anos depois Capitão. Neste tempo continuei sempre saltando como civil num clube que fundamos OS Meteóros
Como podes ver, minha vida começou com o pára-quedismo.
Assim que aprendi a ler, lí o que estava escrito bem grande na entrada do quartel
QUERER É PODER
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avatar Luiz Schirmer
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Paco, ser pára-quedista, militar ou civil é uma experiencia maravilhosament e gratificante. Ninguem melhor que eu para dizer. Filho de família pobre do interior de Minas Gerais, fui para o Rio de Janeiro com 10 anos . Comi o pão que o diabo amassou. Aos 17 anos eu era semi analfabeto e entregava compras de um armazem cujo dono era um Portugues que dizia estar me ajudando . Não me pagava salário algum e ficava com a metade da gorjeta que eu ganhava. Belo dia vi um caminhão do exército parar junto a uma das grandes palmeiras existentes da rua Paisandu, no flamengo e encostar nela uma pequena escada. Parei para observar,pensando que ele iria cortar a palmeira. Lógico que o soldado não fez isso. Apenas afixou nela um cartaz que mostrava um soldado saltando de paraquedas e umas frazes escritas. Não consegui ler, fiquei curioso. Por sorte passava um amigo e pedi que ele lesse para mim.


SÊ PÁRAQUEDISTA E ORGULHA-TE DE TI MESMO.
DOS CÉUS TEU HORIZONTE É MAIOR E TUA PÁTRIA É MAIS TUA.
TROPA DE VOLUNTÁRIOS.
APRESENTA-TE NO PR-20 EM DEODORO- VILA MILITAR
DE 30 DE NOVEMBRO A 10 DE JANEIRO


Falei com o soldado. Pensei que se conseguisse entrar minha vida estaria resolvida, teria roupa ( Farda ) casa ( Alojamento ) e comida e incrível, ainda receberia um soldo.

Apresentei-me, consegui, fui matriculado compulsoriament e na Escola Regimental Rosa da Fonseca, na Vila Militar, onde após a lida diária fui aprender a ler e concluí o curso primário. Fui promovido a Cabo,Fiz o Artigo 99 e concluí o ginásio, promovido a 3° Sgt, Fui o primeiro Campeão Brasileiro de Paraquedismo em 1964, realizei no exército mais de 1000 saltos Fui um dos sgts mais especializados do exército, Mestre de saltos, Comando, Dompsa, Especialista, Forças Especiais etc. Aos 26 anos fui o Sub tenente mais jóvem do exército.Continuei os estudos, Estudei medicina fiz concurso e entrei para a Escola de Saúde do Exército, 1° Tenente Médico,3 anos depois Capitão. Neste tempo continuei sempre saltando como civil num clube que fundamos OS Meteóros

Como podes ver, minha vida começou com o pára-quedismo.

Assim que aprendi a ler, lí o que estava escrito bem grande na entrada do quartel


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avatar Schirmer
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Também me emociono muiito de receber um comentário tão bonito. Diga a Kathy que quebrar uma promessa furada (que nunca deveria ter sido feita) é quase que uma obrigação neste momento. Volte a saltar comigo, com Casimiro e com todos os ostros velhos que queiram voltar a voar e viver.
Um Grande e Apertado Abraço
Schirmer
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avatar PACO BERTOMEU
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SCHIRMER, E TODA ESSA "GURIZADA"...

Obrigado, Obrigado, Obrigado... carambha !!!! assistir esses videos me deu uma bruta emoção, senti o mesmo que se eu estivesse na porta prestes a saltar... Catso, vcs vão acabar me fazendo quebrar a promessa que fiz à Kathy (minha mulher) de que eu não iria saltar mais !!!!

Schirmer parabéns pelos teus 73 anos tão joviais... um abração dessa véia águia aqui que chega a marejar os olhos só em ver essa atividade toda, o coração apertado de tanta saudades... Parabéns também ao Sócio... que beleza te ver retornando assim com essa puijança toda...

OBRIGADO COMPANHEIROS !!!

PACO
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